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A cidade dorme

ouço os galhos do abacateiro se mexendo e os gambás passeando

Nesse momento vejo estrelas na TV e ao passar os olhos por minha estante de livros e discos, mas no céu nublado desta madrugada chuvosa não se vê nenhuma.

Vejo uma estrela. Se eu pusesse o óculos talvez visse mais; não enxergar estrelas o suficiente no céu é um erro meteorológico ou de psique?

céu nublado com aproximadamente mais de 30 estrelas visíveis a olho nu sem muitos esforços visuais

26 (mas sou uma pessoa míope, então devo ter conseguido ver só as maiores rs)

Entre tantos profissionais, os jornalistas e os entregadores de comida.

Eu, você, porteiros, Ubers, funcionários de hospitais, delegacias e quartéis, workaholics, bebês e seus responsáveis

Trabalhadores e trabalhadoras dos posto de gasolina, farmacia e posto de saufe, os bêbados noturnos

Eu, alguns gatos que passam no muro, o frentista do posto de combustível, o porteiro do condomínio (nem sempre hahahaha)

A cidade se desloca com meu corpo deslocando por aí, mas agr tá TD parado

Atualmente a cidade se desloca, por conta da pandemia, tudo pelo delivery.

eu me desloco moro a 17 km do centro
Num condômino q é uma fazenda

Lembrei de um rap do Shawlin "Afirmação da vida" :
"A cidade tem mil e uma coisas boas de ver
De se ter, de sentir, de comprar e de vender
Porque a cidade tem vida, mas nunca ousou te dizer
Você não vive na cidade, ela que vive em você"

Lembrei também de Paulo Freire:

"A cidade se faz educativa pela necessidade de educar, de apreender de
ensinar, de conhecer, de criar, de sonhar, de imaginar de que todos nós,
mulheres e homens, impregnados seus campos, suas montanhas, seus
vales, seus rios, impregnados suas ruas, suas praças, suas fontes, suas
casas, […] deixado em tudo o selo de certo tempo, o estilo, o gosto de certa
época. A cidade é cultura, é criação, não só, pelo que fazemos nela e dela,
pelo que criamos nela e com ela, mas também é cultura pela própria mirada
estética, ou de espanto, gratuito que lhe damos. A cidade somos nós e nós
somos a cidade."
(FREIRE, 2007, p.25)

Lembrei também da clássica pergunta: "quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?"

me desloco na cidade, apenas algumas pessoas se deslocam em mim
hum... apesar de me deslocar com a cidade em relação ao universo

Enquanto uma pessoa periférica, sempre vivi muito a cidade. Acreditava antes que eu me deslocava, mas hoje sei que a relação é ao contrário.

Em algum parque, com uma boa vista. Talvez o Parque da Cantareira

a cidade tem ido de mal a pior, então apesar da baixa temperatura gostaria de estar no litoral não urbanizado

uma pessoa uma vez falou que os pombos foram trazidos da europa para que as cidades daqui se parecessem com paris
não sei em outros lugares, mas aqui funcionou

Roça Grande, uma cidade que era arraial e cresceu.

Proximidade, tudo é perto; logo ali. todas pessoas se conhecem e sempre dizem: Beagá é um ovo.

Caos, imaginação politica, rios, memória, luta, periferia, lgbtqia

velocidade, solidão, efervescência, conexão, dureza, capital, produção
caos.

marginal, quitanda, ginásio, calçadão, chapadinha, chovendinho, farol, linha do trem, pão filão, bolinho de frango, barão, chafariz, barraco, casarão, demolição, muro, condomínio, cerca elétrica, paróquia, comunidade, andante, pedinte, carrão, carreata, pontilhão, pixação.

Moro no subúrbio da cidade do RJ, mais ou menos 50km dos cartões postais, em Campo Grande, bairro mais populoso do BR

Labirinto, descoberta, passagens, paisagens, corredores, escadarias, cafeterias

caos, beleza natural, praia, biscoito globo, mate, pao de açúcar, buteco, beber em pé na calçada, calçadão de Copacabana

Apropriação; direitos; alegria; segurança; diversidade; liberdade de expressão; (in)consciência; poesia;

Natureza abundância mar montanha turismo descanso prazer

São Paulo, I love you
But you're bringing me down

Like a rat in a cage
Pulling minimum wage

São Paulo, I love you
But you're bringing me down

São Paulo, you're safer
And you're wasting my time

São Paulo, you're perfect
Don't please don't change a thing

São Paulo, I love you
But you're freaking me out

Like a death of the heart
Jesus, where do I start?

But you're still the one pool
Where I'd happily drown

And, oh
Maybe mother told you true
And they're always be something there for you
And you'll never be alone

But maybe she's wrong
And maybe I'm right
And just maybe she's wrong

Maybe she's wrong
And maybe I'm right
And if so, is there?

Insegurança, desinteresse, depreciação, desconhecido.

Cuesta. Amizade. Cachoeira. Medicina. Arte. Crescimento. Tempo.
Antigo. Pensamento antigo. Verde. Bairrismo

Movimento, multidões, caos, barulho, alergias, poluição, abundância, cultura, diversidade, povo, cinza

Não sou de onde moro agora, antes de tudo: não tenho uma cidade só. A insegurança nascia de lugares pequenos, olhos que achavam que me conheciam, hoje sou livre do desprazer de me entenderem ou saberem superficialmente quem eu sou, mas também não reconheço ninguém; a cidade é assim. Vivo na parte da manhã, ainda não aprendi a ser 24h, e descanso na madrugada. Aproveito a noite - pois é quando algo em mim se abre, mas me fecho rapidamente para descansar para o dia seguinte. Sinto que ninguém se parece comigo, mas basicamente, a cidade segue um ciclo diário coletivo - vez ou outra, eu finjo que não ouvi.

a cidade me proporcionou experiências únicas. comer cachorro quente no calçadão quando criança, andar de madrugada em pleno toque de recolher na adolescência, caminhar pela cidade sem rumo agora adulta.
quem vive a cidade também vivencia momentos únicos. mas, na verdade, o que muda pra cada um é a ordem que esses acontecimentos se dão e condicionam o resultado final.
nesse sentido, só sou o que sou porque comi aquele cachorro quente, porque andei de madrugada durante um toque de recolher, porque caminhei pela cidade sem rumo.

Me ajudou a fortalecer a dizer Não e me impor como profissional, defender meus posicionamentos por ser uma cidade preconceituosa e machista

Na verdade não me moldou, não tenho uma relação de pertencimento com Praia Grande. Nunca me reconheci muito por aqui.

Moldou meus desejos de permanecer nela por um bom tempo, enquanto eu ainda acreditava que o excesso de produtividade era essencial e agora molda meu desejo de sair dela, percebendo que a frieza dela não me cabe mais. Em contrapartida, me acostumou à diversidade, a valorizar o outro pelas diferenças e a vislumbrar possibilidades.

da cidade de onde eu sou - sou do interior de portugal (malveira-mafra), zona rural, onde lidava com a simplicidade de viver, com a valorização da tradição e da história dos costumes e das coisas - todas as pessoas se conhecem, tudo o que é consumido tem origem controlada ou porque é do quintal do vizinho ou porque é de uma região especial de portugal que produz determinado produto. posso concluir que o português valoriza muito suas origens e isso reflete na preservação do patrimônio, da cultura e até no espirito comunitário. esse é o lado bonito que trago comigo de forma crítica para o brasil e me faz não entender o encantamento do brasileiro por tudo o que é de fora, sem olhar pra dentro, para tanto que é tão único!

fiquei pensando que não falei da minha cidade, mas não consigo falar de cidade sem falar de pessoas e comunidade!

Recursos x Falta de alguns recursos. Paz, tranquilidade x necessidade de deslocamento.

É quase impossível não associar a cidade aos afetos e desafetos que temos pelos espaços. Bem como, não associar o que somos ao lugar que nascemos. Há uma linha que guia o sensível e o real, que entrecorta a trama das experiências e os percursos de cada destino, e que, consequentemente, tem como ponto de encontro as ruas da cidade que nasci, as emboladas de coco no Calçadão da Cardoso Vieira, as conversas que escuto quando passeio pelas Rua das Castanholas ou o forró que só sei dançar direito porque nasci aqui, há um ritmo que sai do pandeiro de Jackson, passeia pela minha memória e deságua na minha identidade. Na minha fala. No meu jeito de ser. Chico Science estava certo ao falar na música Passeio No Mundo Livre que: “Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”. Estar em Campina Grande é nunca estar no mesmo lugar. É enxergar sempre espaços diferentes. Ocupados por pessoas diferentes a cada momento, mesmo sendo sendo elas as mesmas de sempre. É não ser a mesma de sempre. É aceitar que estou em uma constante mudança. É a cidade estar em uma constante mudança. E a gente se moldar a partir disso.

a cidade tem me moldado à heráclito: vejo o rio e me percebo outros

Aprendi a ser mais eu na medida em que conhecia SP. Saber que tem tanta gente morando aqui me fez perceber que nao precisava seguir padrão nenhum, poderia ser eu e fazer o que eu quiser graças a impessoalidade de SP.

A cidade que eu moro atualmente estabeleceu um envolvimento com a cidade, as melhorias, os problemas sociais, as pessoas que moram nela.
Aflorou a minha vontade de ajudar

Acordando cedo, sendo responsável e objetiva, respeitando as diferenças e as igualdades, assim, como é minha cidade, sou eu!

São Paulo me construiu cosmopolita. Mil mundos habitam em mim. A vontade de comer bem habita em mim. A noite paulistana me fez boêmio.

Em meio a 11 milhões de eus solitários a busca do encontro de si há de acontecer até o último dia da existência da minha experiência humana

Nasci na Zona Norte de São Paulo.
Fui adotado aos 18 meses de vida e cresci
na Vila Dalila, Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo.
Estudei em Escola Pública e depois, na faculdade, fiz Ensino Superior, no caso, Senac.

Essa premissa é pra dizer que São Paulo, minha cidade, me ofereceu e oferece a possibilidade de referências como bons restaurantes, bons lugares para ouvir música e dançar, para ler um livro e para trabalhar também. Uma vez que sou Designer.

São Paulo oferece também o cansaço, o racismo, as linhas lotadas do metrô e de ônibus.
Para mim formou caráter e resiliência. Me ensinou — e ensina continuamente — a ficar ligeiro com tudo. É uma cidade violenta, muito mais quando se trata da Comunidade Preta.

Necro Política & Necro Polícia.

Atalhos, horários para se chegar em casa e outros detalhes de sobrevivência moldaram um jeito inteligente de rápidas correções de rota para sobreviver.

Atualmente moro no Brooklin.
Existe racismo na vizinhança, nos olhares nas ruas ao caminhar.
No entanto, o problema não é comigo.

Aliás, pergunta que sempre faço 'qual o problema que tenho?''
Nenhum, então São Paulo me moldou para que eu seja cada vez mais solidário, empático com escuta ativa e escuta profunda. Essa explosão de sabores, de amores, essa monta russa de concreto me ensinou — e ensina continuamente — a colaborar e não a competir. A ter postura de prontidão, de inclusão e não de exclusão.

Mais um detalhe.
Formar caráter em uma sociedade utilitarista quanto a paulistana é saber separar ambição de ganância.

Moldou não só trabalhei muito na Fac dando aula
Sou não mudável pois sou carioca sempre

Eu cresci em São Paulo, mas não essa do imaginário de concreto; eu cresci perto da Serra da Cantareira, e tinha que tomar cuidado para que macacos não roubassem meu lanche no intervalo do colégio. Aprendi a desconfiar desse é das coisas discursivo, quando descobri que não fazia parte da história do espaço em que vivia; e a necessidade de ser "tudo" isso ao invés de um traçado limitado.

Me apresentando suas contradições e a necessidade de me adaptar para viver com tranquilidade

Com sua praia e a brisa do mar, além de sempre ter um refúgio onde meus problemas desaparecem, minha terra sempre me proporcionou sonhar, ir mais longe. Hoje em dia sou um good vibes que sonha os maiores sonhos possíveis, com certeza, por conta dela.

O Rio de Janeiro tem portais. Cada esquina de cada bairro te leva à um mundo diferente. Andar pelos labirintos da cidade me fez atenta e forte, divina e maravilhosa, mas ansiosa, com síndrome do pânico e cansada também. Ninguém pode viver no Rio sem saber o que tá fazendo. Uma explosão de sentimentos iluminados e podres. Um belo contraste rs

itapê é uma cidade com o horizonte quase sempre à vista. a topografia e os caminhos sinuosos que acompanham os rios convidam à vivência do espaço público, e boa parte das minhas memórias de infância passa por esses percursos abertos ou pela contemplação ativa do movimento que acontece em torno das praças e calçadas, uma paisagem na qual se esbarra. fachadas vivas, seja pelas cores ou pelas janelas térreas de cara pra rua. talvez isso tenha me levado ao interesse pela construção da cidade, somado à inquietaçao diante da perspectiva de destruição desse mesmo imaginário, que vem acompanhando o crescimento desordenado das cidades e o desencanto da vida adulta.

Natal tem cheiro de férias até para quem mora aqui, às vezes esqueço de olhar a praia, a Via Costeira e quando lembro, lembro também de um infância em pontos que são turísticos para os outros e para mim, memórias afetivas. Tive a sorte de ter pais que valorizam a história local e que me mostraram uma Natal além das praias, uma cultura que na maioria das vezes é dada como genérica, mas é tão rica que no dia a dia a gente só vive e não percebe o que é ser natalense. Natal me ensina como é bom apreciar o tempo com curtas distâncias, como chuva e sol é bom ao mesmo tempo e que a gente natalense, tem talento demais. E, acima de tudo, que o nordeste é o meu lugar. Escolher continuar aqui foi uma escolher de pertencimento.

Morei em duas cidades nos meus “anos de formação”, dos 0 aos 17 anos - depois fui pra Porto Alegre fazer faculdade. Ambas dessas cidades onde eu cresci são no interior: nasci em Curitibanos (SC) e com 9 anos me mudei pra Santa Rosa (RS), cidade natal dos meus pais e onde toda a família deles mora.

Apesar de 9 anos ser pouco olhando agora, eu já me considerava muito “enraizada” em Santa Catarina por toda minha vida ter acontecido lá até então. Aprendi o que é “calçada” com a faixa de cimento e pedrinhas minúsculas na frente da minha casa, aprendi o que é “praça” com a quadra de árvores e balanços a alguns metros de onde eu morava, aprendi a andar de bicicleta no estacionamento da agropecuária que cheirava a alho no terreno vizinho.

Todo o aprender a se relacionar e me localizar no mundo foi ali, então quando tive que me mudar pro RS me senti deslocada - na minha cabeça era como se o “ponto de origem” daqueles gráficos matemáticos em X e Y estivesse desequilibrado. E pela cultura gaúcha ser muito expressiva - tanto no tático quanto no intangível - isso acentuou ainda mais esse senso de não pertencimento.

Queria voltar, tinha dificuldade pra me relacionar com os colegas que falavam com sotaque e palavras diferentes. Eu fazia questão de mostrar que era “barriga verde” (como chamam os catarinenses aqui) ao me recusar a cantar o hino do RS na escola, ou negar me vestir de prenda na Semana Farroupilha. Criticava as músicas tradicionalistas que meu vô ouvia com orgulho só pra fazer birra.

Em alguns momentos nos anos seguintes, voltei pra minha cidade natal pra visitar amigos e - pá! - ironicamente, agora eu também não pertencia lá. Meu sotaque tinha se transformado, havia outra família morando na minha casa (que pintaram de outra cor), lugares de que eu lembrava já não existiam. Meus amigos tinham novos colegas, eu era a “gaúcha”. Voltava pro RS e era a “catarina”.

Apesar de ser acentuada com a dramaticidade da pré-adolescência e hoje eu ver que talvez não fosse algo tão problemático quanto eu lembro, essa mudança entre estados próximos mas antagônicos (existe uma certa rivalidade, principalmente do RS em relação a SC) teve um impacto na forma como eu cresci com essa sensação de estar sempre deslocada, em deslocamento.

Só depois, quando fui pra capital estudar, é que vi que as duas cidades onde cresci eram muito parecidas. A cultura interiorana - tomar mate com cadeira de praia na calçada, brincar na rua, cumprimentar todo mundo, conhecer as pessoas mais pelo coletivo de suas famílias do que pelo individual, tomar banho de rio, conhecer tudo que é bicho - é o que considero de mais precioso no meu processo de crescer.

Minha cidade me moldou pq ela é a materialização do tempo que eu percorro todos os dias

percorria* (corrigindo devido a pandemia)

crescer em uma cidade sem centro me ensinou sobre perspectiva.
a cartografia de são paulo muda conforme o olhar, mapa dinâmico que nunca coincide. cada corpo produz sua própria cidade e mora nela. às vezes, finjo que o homem ao meu lado no ônibus me faz companhia, sorrio para os outros passageiros de fone de ouvido que escutam a mesma música que eu, me esforço muito para tentar sentir que todas as pessoas que fazem o
mesmo caminho que eu todos os dias, na verdade, caminham comigo. no entanto, sei que nunca chegamos a um lugar comum. eu sou o centro da minha cidade, a moça ao lado, da dela, e nenhuma das duas consta no mapa da outra. nós, habitantes, peças, centros-ambulantes, vivemos dos fragmentos de um todo que nunca foi inteiro. em que todo lugar pode ser um ponto de partida ou um ponto final.

Graças as oportunidades que a cidade me propiciou, tive acesso a cultura e arte desde bem pequena,apesar disso o espaço urbano sendo mulher me faz sempre planejar e repensar a forma, locais e horários e molda como me visto, desloco e me comporto.

Belo Horizonte fez com que eu me apaixonasse pela cultura local enraizada em todo mineiro. Pelos museus e por imaginar e sonhar com tempos que eu não vivi. BH me desperta uma nostalgia por que é a conjunção perfeita da história do passado com a contemporaneidade, mantendo a memória sempre viva e um orgulho permanente.

minha cidade me obriga a usar transporte individual pois é ineficaz nos transportes publicos e mobilidade de pedestres e ciclistas. é uma cidade muito espalhada, sem conectividade urbana... tambem nao me deu a oportunidade de vivencia de espaços publicos, por essas caracteristicas

A cidade me tornou alguém de mente aberta, receptiva a todos os assuntos. Uma pessoa curiosa e intrigada.

profundo, mas posso dizer que o contexto molda o indivíduo e viver em Curitiba me moldou.

andar de ônibus quase todos os dias desde a minha infância, pegando sempre o mesmo ônibus, parando no memso terminal, depois indo para o centro, ou atravessando a cidade. me ajudou a observar onde eu estava e pra onde eu ia. percebi que morava na periferia observando pela janela do ônibus como a cidade mudava ao longo do caminho. e, mais tarde, percebi onde eu tava na sociedade.

conviver com as pessoas daqui me influenciou a manter uma distância confortável nas minhas relações. como se as bolhas individuais nunca se fundissem em uma, ou grudassem por instantes. sem muito contato no geral, mas com profundidade nas poucas amizades.

curitiba é uma lente pra eu analisar outras cidades e realidades. meu ponto de referência pra analisar as dinâmicas urbanas e sociais. meu primeiro molde.

A cidade me deixou mais intimista, mais voltada para mim mesma. A utilizo diversas vezes como forma de me observar. Olhar para fora me faz sentir mais o dentro. E assim, fui me refugiando em lugares específicos que me trazem essa sensação com mais intensidade. Os vazios dos ônibus em horários específicos, desenhos de ruas, espaços públicos culturais e cafeterias.
A cidade é a fonte inesgotável de reflexões, muito mais do que um pano de fundo. Esse espaço perene, efêmero, de metamorfoses intensas, ele sempre muda suas impressões, mesmo daquilo que você conhece tão bem.
E os reflexos disso no intimismo são de natureza similar: díspares

São Paulo me deixa em constante clima de alerta e medo. Os barulhos minaram minha concentração:

Agora estou na Ilhabela. Mas minha cidade natal, São Paulo. Me fez ser cosmopolita, amar cultura, exposições, shows, música! Poder viajar e conhecer vários lugares diferentes! Ter ambição! Ser ousada!

me tornou mais apressada e mais estressada. me trouxe cultura, sentimento de agor e olhares contemplativos. aguçou sentidos que não sabia que eu tinha e me amadureceu.

Gotham City? (A Grande SP)
me criou atenta, desconfiada, sem tempo irmão, sufocada.
me criou cinza, apertada, sem norte, angustiada.

mas também me criou em movimento, valorizando cada ponto de verde e o tempo.
me criou entre cultura e arte, disponíveis em qualquer parte.
me criou assim, com uma enorme vontade de sair, mas é aquela vontade especial que só tem quem é daqui.

Assim como São Paulo é uma cidade mutável, minha personalidade é bem parecida, o que me tornei e como me enxergo como pessoa. As milhares de possibilidades que existem nesse lugar, a vida pra mim é boa quando sacode. E São Paulo tem esse poder de te fazer sentir um “peso morto” nessa multidão, mesmo que você esteja em “movimento” todos os dias. Lembro que na adolescência me tornei uma pessoa com picos de ansiedade e timidez extremos. Quando adulta fui lida como uma pessoa instável e espalhafatosa ou como minha professora de Produção Cultural disse: você as vezes se perde no caminho mas coloca seu coração. Mas coração não pagas as contas e não ganha nota. Toda essa bagunça de uma criança inicialmente extrovertida. Me tornei pacífica pra lidar com tudo da melhor forma possível morando/vivendo aqui. São Paulo faz eu querer percorrer um caminho alegre, sereno e paciente. Mesmo que tudo isso pareça utopia acordando todos os dias no meio dessa cidade-caos.

Quando me perguntam quem eu sou a primeira coisa que me vem a cabeça é dizer qual a minha profissão. Acho que isso acontece por eu ser de São Paulo.

Quando eu voltei para El Dorado
Não sei se antes ou depois
Quando eu vi a paisagem mutável
A natureza
A mesma gente perdida em sua infinita grandeza

Já trazia uma voz de amargura dos encontros perdidos

E outra vez me perdia no fundo dos meus sentidos

Eu não acreditava em sonhos, em mais nada
Apenas a carne me ardia
( Pedaço da música Gasolina - Teto Preto)
Descreve em todos os sentidos, essa pergunta.

11 - o caos das ruas, com gente nos bares, na calçada da praia, ou quiosque me fez ser uma pessoa que gosta de gente, e movimento.

A beleza natural do Rio tb me inspira todo dia, criando um olhar de contemplação pela janela.

tem que selar os chackras antes de sair de casa pq tem perigo a cada esquina e só com muita fé pra viver aqui

mas também tem muita gente diferente que me faz ver beleza na diversidade e no incomum

no fim do dia é tudo concreto e asfalto mas o pedacinho de céu que se vê ganha mais valor

são paulo me faz ser mais materialista mas valor o imaterial quando não estou aqui

ré de anzol
apanhando os sentidos
do tempo das abelhas em cacho
de plantas postiças descendo a ladeira
de faixas e mais faixas e mais faixas de chão

Me mudei de cidade há pouco tempo, moro na área rural e a proximidade com a natureza tem me dado oportunidade de estar mais relaxada e desacelerar

meus deslocamentos do extremo sul ao centro me fizeram ser atenta, observadora e criativa

As referências que a cidade te empurra, mesmo que você fuja, é enorme. Agente de destaque em escala global, São Paulo abre a cabeça de todos.
Vim de uma cidade de 70 mil habitantes para uma de 10 milhões, as proporções de tudo muda, a dinâmica é completamente anárquica.

Por ser tão grande e diversa a cidade me tornou curioso, sinto que todos os dias tento de alguma forma entender essa loucura cosmopolita.

sempre correndo e sem tempo, mas apaixonada por arte e pela diversidade

Sempre estive muito em contato com a cidade em si, seus caminhos, a ampla diversidade de cores, sons, estruturas - isso me influenciou e construiu em diversos aspectos - mas o principal deles é estar atenta aquilo que a vida me oferece, sem ela nem perceber.

Sou recém chegada em Santos, mas certamente já influenciou minha firma de ser. Me trouxe o privilégio da contemplação e da vida de desapego. Da minha antiga vida, da minha família ( pais, irmãos e amigos). Além da possibilidade de viver a simplicidade. Substituir os bares pela praia, o carro, pela bicicleta. O mercado pela feira. Me deu coragem e me traz muita felicidade.

A cidade litorânea sempre tira algo peculiar dos seus moradores. Eu ando como se estivesse andando na beira do mar, com calma e paciência, não consigo acompanhar por muito tempo as cidades grandes com ritmo intenso, em algum momento eu sempre vou procurar o mar .

Por nascer em uma comunidade de média-baixa renda - a cidade informal - acredito que ela tenha me preparado para alguns desafios sociais e me deu a visão do quanto a cidade é desigual e o quanto de oportunidades como ser humano encontramos nessas convivências em comunidade.
Se hoje consigo ter uma crítica sobre a cidade com certeza foi por essa vivência.

sou nômade. de muitas cidades. mas aqui é onde estacionou a nave mãe há mais de 20 anos. é aquele lugar de referência, que acolhe não apenas o núcleo duro familiar, mas amigas e amigos da infância. porto seguro estrutural e afetivo.

a cidade que vivo me ajudou a moldar quem sou, pois foi aqui que descobri o que gosto de fazer. vim fazer faculdade e nesse processo conheci diversos movimentos culturais e sociais, tive vivências que expandiram a formação universitária e conheci amigos que quero sempre por perto. aulas teóricas, aulas práticas, filmes, maracatu, horta, circo, dança, coletivos de arte, festivais, tudo isso me formou não só como profissional, mas como pessoa. descobri novos brasis, novas alternativas para a sociedade, para o meu corpo e outros jeitos de olhar a vida!

Por morar em uma cidade relativamente pequena, a maioria das minhas atividades faço a pé e essa cultura do caminhar faz parte de mim desde sempre. Levo essa convicção para onde for.
Seja na cidade de sp ou para outro país. Caminhar é mais que um meio de locomoção, é um ato de resistência.

Cidade com longas ladeiras pede que o corpo descubra suas vitaminas para ter força para seguir. Pede que as pausas para recuperar o folêgo sejam respeitadas e valorizadas. A chegada celebrada. E na volta, na descida da ladeira, de bicicleta, a cidade pede entrega e confiança quando as mãos se soltam do guidão
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Entre subidas e descidas há um meio. Um encontro. Um suspiro. Uma paisagem que desperta contemplação.
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A cidade me deu olhos de observar sanhaços. Fincou meu corpo na terra.

Gosto do mato mas a cidade também tem seus encantos.
A incansável busca pelo sol nas brechas
A sombra do manjericão no quintal de concreto
O carro do "caqui docinho por apenas dez reais mas traga a sua bacia"
A surpresa de topar com um sanhanço numa esquina.
A cidade e seus barulhos e seus movimentos e seus cheiros
Me revela sujeito feito de fitar naturezas.
Depois de um ano morando na roça
Com abundância de sol
Sombra de copas
Fruta do pé
Pássaro passeando livre pela cozinha.
É na cidade que me asseguro de mim

Mudei recentemente para Santos. E foi a melhor decisão da minha vida, sou mais otimista e disposta, tudo que não era em São Paulo

A cidade onde cresci e morei até os 23 moldou muito o meu ritmo de vida.
Por não ser muito grande, nem muito pequena, sempre foi possível fazer as atividades rotineiras com uma certa tranquilidade e sem necessidade de me deslocar para outras cidades da região. Isso também me permitiu aproveitar muitos momentos a pé e observar o espaço ao redor, já que não havia taaanta pressa para ir de um lugar ao outro.

Ela também é uma cidade planejada, por isso seus espaços são (em partes) muito agradáveis ao olhar e à convivência, o que faz muito bem pra gente. Entender isso me fez perceber que é muito importante dar valor não só ao nosso lar, mas aos outros espaços, públicos/de convivência/compartilhados.

impondo um ritmo acelerado, cobrando solução rápida de dificuldades, trazendo um certo distanciamento das pessoas e brotando muito apego e amor por ela

Fiquei os 5 minutos. Uma tortura nos primeiros minutos. Vinha mt coisa pra fazer: responder emails e whatssap, encomendar verduras, fazer minhas contas, etc. Mais pra frente melhorou um pouco. No final voltou minha agonia

(ok, nao era a ideia, mas a gente faz o q pode?)

Via Google Maps porque estou "de molho" com febre, por causa da vacina. rsrsrs

rua não tem nome e setor vermelho
Um cond chamado cond Hipica
Veja no Google e Ribeirão Preto

em resumo:

  • senhora da casa da frente, mãe de pet
  • iohannes, ex crush da adolescência, rave em casa
  • caique, vacilão, faz auê na rua, não troca água da piscina
  • guilherme, só sei o nome dele pois já levou muita bronca da empregada, funk em casa
  • jorge, o carteiro. não mora no bairro mas é como se fosse

Duas casas cheias de gatos e um hospital ao fundo

Meus padrinhos de um lado e um centro de candomblé do outro

Do mesmo andar do prédio tem um apartamento com um senhor japonês bem idoso, a filha dele e a Madalena, uma salsicha estridente; um casal em que o homem também é japonês, a mulher dona de casa e o filho toca guitarra; no outro são várias mulheres que riem muito e que nem sei exatamente quem mora ou quem é visita, mas sempre tem gente.

Meu andar tem 4 apartamentos - 901 família muito legal, 2 filhos e 1 cachorro. 902 família com criança e 1 cachorro bolsominion. 904 senhora mais velha, inglesa, super educada, professora.

Marco Pier Danielli Giovanni Dionisi (Lado esquerdo), José Carlos e Sueli (Lado direito), Nilson Patriota (Em frente).

Me mudei para o apartamento 102 no início do ano passado. Com o constante convívio dentro do prédio, acabei me aproximando mais dos vizinhos.

Virgínia é a síndica. No auge dos seus 60 anos sempre passa aqui em casa e me chama para bater panelas, gritar contra o governo. Qualquer notícia nova, assuntos de novela ou big brother ela arruma um jeito de vir conversar comigo.

Dona Lucia, uma senhora de 80 e poucos anos mora em cima. Vem sempre me pedir para ajudar usar o celular. Em troca me fornece doces. Todo dia ficava da varanda falando que está esperando a vacina.

Temos um grupo de WhatsApp para compartilharmos informações. Sempre quando alguém sente o cheiro de queimado ou preparou um bolo envia no grupo.

Ano passado o pé de mexerica do jardim deu frutos. O grupo serve para compartilhar também um pouco de esperança.

à esquerda: gislaine e família; de frente: elton e larissa

da direita sao um casal que podemos chamar de hipster, pela decor da casa e pelo estilo deles: ele antropólogo, ela jornalista, de +-36 anos. da esquerda é um cortiço que moram pelo menos umas 4 famílias. nao conheço todos. conheço 2 famílias, as mulheres cozinham e vendem as comidas e os homens estao sempre bebendo e durante o dia fazendo algum serviço braçal.

Meus vizinhos são, em sua maioria, estrangeiros que vêm ao Brasil a trabalho. Ficam alguns anos e depois, voltam para casa. Maioria alemães e americanos.

De nome eu não me lembro, mas de um lado tem uma família com uma criança nova e do outro um casal de dois.

Velhinhos, uma senhora e um senhor, ela, inclusive faz parte do grupo grupo de síndicas do condomínio, também tem uma família do outro lado do corredor que tem dois puddles que latem bastante e uma criança linda, vez ou outra deixam a porta aberta para o cheiro de cigarro circular pela casa, o que predomina no corredor inteiro. Tenho uma vizinha onde vejo a janela da cozinha ao lado que nunca ví como é composta a família, mas sei pelo que vejo pela janela, há um relógio de pássaros pendurado que não funciona e alguns mini dinossauros na janela e a comifa que ela faz é bem caseira e gostosa, assim como os bolos e gosta de comer pipoca, ela tem uma voz familiar, daquelas que se ouve ao fundo nos finais de semana e aconchega bastante, pois poderia ser de alguma parente próxima.

a pontuação está meio cagada, se quiser posso refazer mais no final do dia

com a potuação bem corrigida etc

Meus vizinhos de porta são um casal que têm por volta de 60 anos e moram com sua filha que parece ter 20 e poucos. A senhora é dona de casa e assina jornal impresso. No outro apartamento do andar, um casal com uma filha adolescente e um cachorro. A dona da casa sai para trabalhar muito cedo perto das 5:30 todos os dias vestida de branco, acredito ser profissional da saúde. O outro apartamento está vago. Acima de mim, um casal que aparenta ter mais ou menos a minha idade (30). Abaixo uma mulher que só reconheço a voz me chamando de 'esquerdopata' quando bato panelas contra Bolsonaro.

Sei os nomes de alguns mas preferi não mencionar para preservar a privacidade de todos.

O fazendeiro de fora q não sei o nome não conheço

Do outro lado o Wagner q e jardineiro

Em frente um antigo fotógrafo Mário casado com uma prof de ginástica

O Gutemberg e o Francis; um casal que não sei o nome; um apartamento vazio; uma árvore alta com o tampo das frutas bicados; uma casa em demolição; uma casa com um quintal cheio de árvores, uma casa com piscina; uma casa com edícula; no andar de cima, uma família de origem japonesa, no andar de baixo a Marilena e a Lara que sempre ouvem o que eu estou ouvindo; no nono andar, a minha tia e meu tio e meu primo; na esquina meu ex-namorado e no prédio do lado o apartamento de minha irmã no quinto andar, e no sétimo o apartamento da mãe de outro ex namorado. Duas casas abaixo do meu prédio, minha professora de yoga, 3 casas acima uma moça que "cozinha para fora" baião de dois; descendo a rua o metrô Tucuruvi

No quinto andar uma vizinha que quase morreu acidentalmente porque dormiu e esqueceu a panela no fogão; no apartamento ao lado a mãe e uma filha muito assustadas com o covid; no primeiro andar o primeiro uma família do interior; no apartamento do lado deles um casal de enfermeiras, o apartamento do lado oposto nesse andar, um deles é um casal jovem, e o outro foi abandonado porque a dona morreu e ninguém veio abrir ou fez algo com ele.

Na rua da frente um casal que ia casar, mas o noivo de infartou e morreu; na rua de trás em uma das casas alguém é do pcc, especula-se

Do lado do meu prédio um centro espírita e de caridade - eles distribuem marmita

Uma igreja metodista, uma católica

3 estacionamentos

Uma sala de pilates; uma oficina de som de carro; 3 espaços de estética, um dentista, uma professora de canto

A Conceição - senhora que sempre morou na rua e sabe da vida de todo mundo

Ao lado direito, mora um casal, uma senhora e um senhor, aposentados, aprox. 75anos

Ao lado esquerdo, um casal de aprox. 45anos, um rapaz e uma moça, funcionarios publicos, com dois filhos, um estudante do ensino médio e outro universitário cursando biologia

Em frente um casal de aprox. 35anos, um rapaz e uma moça, com dois filhos aprox. 3 e 7 anos de idade

Uma familia de quatro pessoas, duas meninas com cerca de 4-5 anos e uma curadora de arte que atua no rio e sp

Érica, Giovani e Nicole, com dois gatos e um cachorro, Paula, Rubens e o Nathan, com seus 5 gatos.. e tem o vizinho que alimenta os pássaros da área verde aqui na frente - nos cumprimentamos sempre, mas ainda não sei o nome dele, vim de São Paulo pra cá recentemente.

Meus avós maternos, minha tia, meu primo... outros primos distantes e mais algumas outras pessoas que sempre vi. "Conheço"quase todos da rua, sempre morei no mesmo lugar.

Dois casais heteros, jovens, com um cachorro cada

músicos,atores e atrizes, artistas, famílias

Vizinho dos fundos tem um papagaio que canta a música da globo o dia todo 😂
Vizinho da frente pegou um pitbull lindo depois que foi assaltado
Vizinhos lado esquerdo família um tanto quanto enxerida mas super gente boa
Vizinho lado direito tem muita criança que vive brincando no quintal, correndo de um lado pro outro

no lado esquerdo é um bar antigo de são josé dos pinhais. no lado esquerdo é um terreno vazio. nos fundos um restaurante e um estúdio de ioga. na frente são casas de classe média alta.

Não os conheço. Pelas vozes, são mulheres. Se mudaram durante a pandemia

Minhas vizinhas são um casal de mulheres com duas gatas! Antes, quem morava no apartamento ao lado era a irmã de uma delas com o marido, outras duas gatas e o filho bebê.

Maria e Glória, e mais algumas pessoas que não sei o nome

É a Silvana. Hoje ela me contou que a irmã do marido morreu de leucemia
Que ela teve cálculo renal

uma senhora que se chama flora, mora com o filho, já bem adulto, e um passarinho que chama lola

um surfista que levanta peso todos os dias e faz bastante barulho — mas pelo menos tem bom gosto musical

acabei de mudar mas sei que na mesma construção tem Elza, seu companheiro e filho Enzo, em baixo mais duas famílias e ainda mais em baixo a família de Cida e outra família.
Na mesma rua a família de Paula. Nas ruas próximas são muitos os conhecidos.

Tenho como vizinha a dona Neide. Uma bolsonarista arrependida que, supostamente, votou no Amoedo. Mas é boa gente… mesmo achando nordestinos um tanto preguiçosos e os negros… “era melhor que cada um ficasse em suas terras”. Juro que não entendo esse complexo de paulistano, como se eles tivessem brotados aqui do nada: e fez se a luz! Eventualmente trocamos alimentos: os potes vão e voltam cheios. Dona Neide gosta muito de viajar… uma pena estar presa em casa agora. Quando a pandemia passar, vou levá-la na sala São Paulo. Pegou Covid-19 recentemente… achei uma pena. Havia quebrado um dos dentes, recém feito uma cirurgia de descolamento de retina e, por fim, Covid. O ano não começou bem para ela. Fiquei feliz quando comecei a ouvir sua voz novamente… já está recuperada. Logo mais ela aparece aqui na janela me oferencendo pizza, dando conselhos de plantas e dizendo que eu preciso sair mais e receber mais amigos… ela teme pela minha tristeza.

Maylla uma mulher de mais ou menos 30 anos + Jaci e Tupã 2 filhotes de cachorro que ela adotou recentemente

Rafa e Casão
Um casal que vive aqui há muitos anos já, trabalham c coleta de alimentos na mata e processamento (polpa de juçara, biomassa de banana...)

raquel e erick. marcelo, laura, mayara, casa do povo, coreanos, bolivianos, seu manuel, familia que mora em frente ao parque, branquinha, tales rafael, bar copa do mundo, o moço com a filha que vende legumes e frutas, tiago, a academia, a pessoa que escuta sertanejo todo dia, cleo, aude, os cachorros da praça

Um policial, uma creche, uma biqueira, um albergue, uma igreja evangélica...

No meu prédio, não conheço quase ninguém, apesar de dividir o andar com mais 3 famílias, quase não nos cruzamos. Sei apenas o nome do Síndico do prédio
Aqui na loja, onde passo a maioria do tempo meus vizinhos o pessoal da Multiprint a direita - Gisele- uma pessoa muito solícita, que nos recebeu muito bem.

Acabamos de nos mudar para este prédio, então ainda não conheço muito bem meus vizinhos. Sei que tem um senhorzinho viúvo na porta da frente. Na porta do lado sei que tem alguém morando, mas nunca vi.

A Flora, com o filho Bruno e o resto da familia, o “ V” com o Caio e a Tânia, o “ Maguila” conhecido como palmeirense
E o resto da família do Maguila

A família da flora e a família do V.
Tem também o meu vizinho palmeirense, chamado Maguila.

Uma senhora moradora do prédio a bastante tempo e sua filha.
Mas não as conheço.

meus vizinhos são pessoas
pais e mães e avós
de um lado ouço o filho jogar videogame todo dia
de outro, os gritos da netinha que deve alegrar o jardim gigante do casal 
na frente, vejo um fusquinha e o cachorro que sai pra passear
quase todos os dias 
mas é a noite que percebo 
a algazarra da família de mamíferos
que, neste outono frio, está morando no nosso telhado

Uma louca que se chama Karen e que chutou uma lata de lixo em cima de mim e gritou: suas pobres!!

Meus vizinhos da vila:
Casa 1: tocador de sanfona e teclado. Fã de Queen
Casa 2: homem idoso que sempre repete "eu fundei o PT", tem problemas com alcool e bebe kaiser. Sente saudade da mulher que foi seu grande amor e repete as mesmas histórias sobre ela milhares de vezes
Casa 3: rapaz que trabalha com T.I
Casa 4: jovem boliviana muito bonita e simpática
Casa 5: dona de dois gatos e do cachorro que passeia sozinho
Casa 6: cara que tem uma risada escandalosa e alta
Casa 7: Um outro cara que gosta dos filmes de Bergman e precisa devolver meu livro sobre ele
Casa 9: rapaz que aos finais de semana trabalha na lanchonete dos pais.

Meus vizinhos são pessoas que precisam menos de silêncio do que eu.

Nunca os vi todos meus vizinhos, mas sei que tem cachorros, bebês, idosos e uma criança que sempre grita "que dia lindo" pela janela!!

Não sei os nomes deles ):
Como mudamos na pandemia, evitamos contato e acabo quase não vendo ninguém.

Mas um deles é um casal: um senhor e uma senhora que quase não ficam por aqui. Imagino que viajam bastante a trabalho. Das vezes que encontrei, foram simpáticos e amigáveis

O outro é um senhor (que acho que tem uma esposa, mas nunca vi) que vive com a porta do ap aberta 😅 e TV ligada. É bastante amigo do zelador, que passa todo dia pra conversar um pouco com ele, dá pra ouvir do corredor hahha

Um metaleiro que tem um gato. Pessoalmente, só conheço o gato.
Ele gosta de olhar a paisagem da cidade na varanda.

Tá difícil de achar mas foi o que consegui

O máximo de pôr do sol que dá pra ver daqui 🥲

Meu chão é cheiro de buracos, dúvidas e saudade. Carrega o cheiro e os objetos da minha cadela que faleceu.

não estou pisando no chão nesse momento

claro, liso, frio, imita madeira mas não é

um chão cinza, de cimento queimado, quadriculado e com várias pedras pequenas nele

Piso frio de porcelanato, mesclado entre verde musgo e chumbo.

Piso frio de cozinha, cor bege
Azulejos quadrados, cerca de 40cmx40cm

De piso porcelanato imitando madeira. Em alguns tons de preto, cinza, branco e beije

de tacos de madeira gastos, com muitas histórias sobrepostas em riscos e marcas

preto, emborrachado, com listras vermelhas de distanciamento e sujo

Estou pisando em um piso laminado (que parece madeira) antigo, instalado no meu quarto há 20 anos. Ele é claro, levemente amarelado, está todo riscado com marcas do meu uso.

Piso de cerâmica parecendo tijolo, com rejunte de cimento, formato quadrado. Áspero, marrom desbotado desigual.

antigo, de madeira, taco, com marcas do tempo e do sol
não muito frio, mas não muito quente

Um piso de azulejo vermelho antigo, uns 30 anos talvez, marquinhas brancas de tudo que já passou por aqui

branco com linhas pretas. brilha e é frio. está um pouco sujo.

O chão que estou pisando é coberto por um tapete feito de fibras naturais, um pouco áspero, mas confortável. Sempre me convida a ficar com os pés descalços.

o chão é de azulejos branco e rejuntes de concreto. o chão é frio e não recomendo deitar-se nesses dias frios. melhor o sofá

o chão que estou pisando é frio, de azulejos antigos, amarelos e azuis, e formam alguns padrões geométricos

O chão que eu to pisando é um chão que não se satisfaz apenas com o contato da sola dos meus pés e me convida a soltar nele todo o cansaço de um dia de trabalho, todo o desejo de uma companhia, toda dificuldade de elaboração.
O chão que eu to pisando sustenta muita coisa
Mesmo frio
Mesmo pálido
O chão que eu piso
E me deito
É um chão que me acolhe.

É um chão construído.
São tacos de madeira encaixados em pares rotacionados em 90°. Tem um tom escuro e quente e a textura é lisa e agradável ao toque.
Seu brilho hoje em dia é fosco, devido ao desgaste do uso e arranhões, mas permanece bem bonito e cuidado. O mais legal dele é que cada peça é única, tem padrões de desenho e cor diferentes.

Não sei. Desde que peguei Covid (já faz quase 6 meses) já não sinto cheiro de nada.

Minha cidade tem cheiro de maresia, terra molhada, flor, suor e pneu queimado. Acho que é uma mistura desses cinco elementos (de verdade).

Contagem cheia à indústria, ar fresco e gente movimentando

De fumaça e maresia, quando não é de soja

poeira quando não chove. terra molhada quando sim

Minha cidade tem cheiro de dama da noite, alho refogado, um toque de mato e as vezes de vento.

Frescor.

Se estivesse na Vila Dalila seria Poluição.

Terra
O centro e de combustível ⛽️
E onde moro e de verde
Vegetação

O cheiro perto da Serra é de Mato misturado com escapamento; sentido ao centro, toda a cidade cheira resíduo humano

Cheiro de mata. E as vezes, cheiro de comida.kkk

Às vezes cheiro de grama cortada, antes da chuva um cheiro ruim que vem do frigorífico. Em geral, nenhum cheiro em particular

embaixo da minha máscara, a cidade cheira de acordo com o que eu comi, com a minha pasta de dente ou o cigarro que fumei.

Xixi (pelo menos era esse cheiro q eu sentia quando saía na rua)

Muitos. Todos. De poluição, de secura, de lixo, de gente e suor... a perfumes de dama da noite, dos amaciantes extremamente exagerados e os aromatizantes de ambiente hora leves e quase naturais hora hipnotizantes e extremamente artificiais.

cheiro de pão quentinho recém saído de padaria ou as vezes de álcool mesmo (pq é tudo menos gasolina, gasolina adulterada o cheiro é diferente)

um cheiro seco, salgado. com bastante freqüência pútrido. Quando chego em casa, sinto um cheiro doce de conforto.

Puxa. Não sei qual o cheiro. Mas e um cheiro cinza

Acho que São Paulo tem muitos cheiros! Eu moro em frente a um restaurante baiano, minha rua tem cheiro de Acarajé

Cheiro de mar. De brisa, de peixe, de mato e areia. Cheiro de praiaaa

Cheiro de café torrado. Onde terra seca. E as vezes cheiro de cachoeira.

Cheira a mar. Mais precisamente, à areia petrificada.

  • minha professora
  • ruídos da aula online
  • panelas
  • motos
  • música (mas não sei qual é)
  • garfos batendo nos pratos
  • teclado

gil e chico buarque - copo vazio; jornal nacional; billy espirrando; cachorros latindo na rua; panela batendo; moto; porta batendo; articulação estalando; meus dedos digitando

  • Meu ventilador;
  • a televisão no quarto da minha mãe ligada no Jornal Nacional;
  • o som da televisão do quarto da minha irmã em algum desenho;
  • som do meu teclado.

carros pela cidade, uma buzina ao fundo, latidos de cachorro. a geladeira fazendo barulho.

minha tv, televisão no quarto da minha mãe e buzinas de motos lá fora. é sexta-feira, os entregadores de delivery tão a milhão

Os sons do 'Jornal Nacional', do burburinho do bar vizinho e de carros passando pela rua.

  • Panelas no fogo
  • Crianças brincando na rua
  • Carros na via expressa
  • Música, muito distante

Moto passando, armário abrindo, pessoas conversando, alarme do portão do prédio, os passos da minha avó vindo em minha direção

Carro, moto, ônibus, buzina, alarme, despertador, freada, gato pisando no mat de yoga, descarga da vizinha de cima, ambulância

Carro, vozes conversando, pessoa escovando o dente, gato coçando a orelha e chuveiro ligado.

Carros e motos passando, musica no outro cômodo, vazamento no banheiro pingando, sempre tem uns caras gritando ao longe, meu companheiro tossindo, meu vizinho nenê em cima circulando

Relógio de corda, torneira aberta, motor de carros, ondas do mar

Televisão, cachorrinhos brincando, trem, carros na avenida próxima.

Nesse momento decidi lavar as louças para cozinhar algo para me alimentar. Enquanto ouço o barulho da água, os talhes se esbarrando e a comida fervendo no fogão, decidi colocar em dia os episódios de podcasts que não escutei no intervalo de férias. Escuto Prato Cheio, de Joio e o Trigo.

Vez ou outra algum barulho na área externa dos carros passando ou o som da tevê passando jornal no andar de cima.

a voz do amor da minha vida no telefone, sons de carros no estacionamento, tevê baixinha na sala

L.A. Woman na jbl, video chamada da minha amiga, torneira da cozinha aberta com alguem lavando alguma coisa, barulho de teclado do notebook, vizinhos conversando

Pessoas conversando
Barulho de água
Música suave
Talheres

Sons da série Deus ..! Com Morgan Freeman
Esqueci o nome

Sirene, Interstellar - Main Theme - Hans Zimmer 1 Hour no youtube, som do ventilador na velicidade 1 e do teclado enquanto digito essa resposta.

Tv, amiga da minha conversando ao celular, onibus passando, portão do carro abrindo, amiga falando pelo audio do Instagran, vozes conversando ao fundo

Cachorro latindo
Buzina
Moto
Mulher falando na rua
Vento
Gato derrubando algo na casa
Som agudo não identificado na rua

https://open.spotify.com/track/1LTaSKLptV1Kylak33KnMn?si=Gxk30kqBRRyHuUYhEH1cOw

barulho de voz falando no computador(no zoom), avião passando, grilos e insetos noturnos

  • respiração de cachorro
  • som do filme
  • som do carro lá fora
  • som de moto
  • latido de cachorro

O ventilador; a voz da vídeo-chamada; meus pés caminhando pelo chão de madeira da sala de dança

Uma batucada na tv. Um show ao vivo com muita aglomeração.

miado de gato, conversas dos sogros, grilos, música dos vizinhos e latidos

1- A voz do professor que sai do computador na aula online
2- o barulho do funcionamento do computador
3- cachorros latindo
4- carros e motos passando na rua
5- um grilo cantando
6- segurança de ronda do bairro apitando na rua

moto, conversas, barulho do teclado, som do carro que parece mar ao fundo, moto silencio

1.programa "que seja doce", da GNT
2.música do vizinho que não compreendo bem
3.com o fone em uma das orelhas escuto "Cold contagious", do Bush
4.minha mãe coçando a perna

as vozes da Carol e da Pin pela videochamada, a televisao de alguma delas ao fundo, carros e pessoas passando na rua do lado da minha janela, portas abrindo e fechando, um cachorro latindo e uma sirene, pela videochamada

Pneus de carro no chão de estacionamento, conversas paralelas e alarmes

carros passando na estrada lá longe, moto acelerando, televisão ligada na sala, meus dedos teclando, meu pai bocejando, notificação do whatsapp...

jornal nacional
carros
água caindo
cigarras
motos
cachorro latindo
os vizinhos jantando

  • Professor do Curso falando
  • Som do computador ligado
  • Som de série na TV
  • Carros e motos passando na rua

a frigideira fritando
Um programa de música inglês na tv
A torneira escorrendo
A conversa abafada dos vizinhos pelo fosso da área de serviço
O ovo sendo descascado

o barulho da comida na panela
a respiração do meu gato dormindo
alguns carros passando na rua
o barulho que a rolha faz ao abrir o vinho
o jornal passando na tv

Motos e carros passando na rua
Freio
Respiração do lobo (meu vira lata ❤️)
Sacola balançando
Pessoas conversando

-minha mae conversando com a moça que esta cuidando da minha vó no hospital
-algumas batidas no chão da minha vizinha de cima
-a filha da vizinha do 3o andar conversando
-um cachorro latindo ao longe
-a vizinha do prédio ao lado conversando

som da ventuinha do meu computador, da maquina de lavar funcionando, vozes bem distante dos meus vizinhos

as motos, o ônibus e os carros na rua; meu irmão subindo as escadas de chinelo falando sozinho; o zumbido dos meus ouvidos e o vídeo do youtube

  • filha no outro quarto chorando, meu filho do meu lado, youtube

-Mãe e irmão conversando na casa de cima

-Meu filho falando ao meu lado.

-Carros e motos na rua, buzinando.

-Barulho da geladeira.

minha tv, televisão no quarto da minha mãe e buzinas de motos lá fora. é sexta-feira, os entregadores de delivery tão a milhão

Moto na rua
Meu marido pedindo pizza no telefone
Aretha Franklin - Won’t Be long

barulho de algo fritando no fogo
música barões da pisadinha
conversa da minha mãe e meu pai

carro, fogo do fogão, tampa, voz, chinelo, pipoca, respiração, moto, um cachorro muuuito distante.

-Tava lindo, Mel,
Bom... hahahah tá muito bem cuidada pra ser da Rebeka
Ainda bem que o Balinha não é uma planta
Literalmente, porque a Marcinha deixou a planta cair da janela.

  • olha! Já é uma árvore
    E essa cadeira que o Del está sentado? É nova? Chique.
    -gente, preciso sair, se vocês quiserem, podem ficar. Tchau.

David tira a camiseta e diz “ai”
Assopra a vela
A vela não apaga
“Ah, deixa assim”
“Ainda tenho reunião do partido”
Moto
Barulho do saquinho de tabaco
David derrubou o tabaco no chão
Apoiou os livros da mão na cama
Perguntou
“Que é?”

David estrala os dedos
garrafas de vidro se encostando na rua
David ri
"convocatória do segundo congresso nacional
longa pausa
pessoas conversando na rua lá embaixo
Som do fone do David vazando.
Moto distante
"No Brasil vivemos debaixo do genocida Bolsonaro, que não tem nenhum projeto além de matar seu povo de fome e de Covid.
Não nos dão o direito ao isolamento social. Negam o auxilio emergencial" [...]

O ônibus passa muito alto

Outra moto

o Bythesea afia as unhas no sofá

moto

bozina de moto

"falar sobre a convocatória?
Já digo que estou ansioso. As coisas tão super instáveis, né?
Pelo que parece acho que sim
Só de pensar que isso vai ser possível já e dá um alento.
Construir esse núcleo, como a gente tem feito. Acho que estamos num caminho muito bonito"

Jorge Da Capadocia - Racionais, Nova Jerusalém - Boogie Nipe, Pipoca Moderna - Gilberto Gil

vozes femininass, barulho de carro andando, pata de cachorro no chao

Ônibus
Pessoas
Sacolas
Caixa de supermercado
Motos
Carros

Motos
Carros
Videogame na sala
Musica infantil do ap vizinho

geladeira
pessoas na rua
talher encostando no prato
guardanapos
taça na mesa
água no cano do banheiro
mastigando
skate na rua
garrafas no bar da rua
água com gás
tampa na mesa
cachorro latindo na rua
carros
buzina

Ouço a tv da vizinha, os caminhões na marginal tiête. Motocicletas de entregadores de aplicativo e o meu digitar no teclado do computador sobre a cama. latidos ao fundo.
Ouço também o silêncio e uma brisa fresca.

barulho da cpu do computador
Pratos e copos sendo lavados na pia
teclas sendo pressionadas
respiração
Motos na rua
Voz falando no telefone

Música Refazenda - Gilberto Gil
Motos passando na rua
Televisão do vizinho
Algumas vozes, carros derrapando ao fundo.

Estou ouvindo o ruído do exaustor do supermercado que fica no térreo do prédio e uma moto passando; depois um helicóptero. Também ouço o som do teclado da minha namorada (que é daqueles de Windows que a tecla afunda) e o clique do meu mouse.

Conversa na TV, minha respiração e carro passando na rua

Caminhão, filme, pessoas falando, helicóptero, mastigação, crianças, geladeira, rojão, palmas

Passos do andar de cima, ventoinha do computador, um som distante de televisão, som de chuveiro

Motor, ônibus freiando, moto passando na rua, computador do meu boy, clique do mouse, gato mia

1- Meu filho no quarto jogando em uma live com os amigos- GRITANDO
2- Um alarme de carro disparado
3 - o programa QUE SEJA DOCE na TV
4 - a buzina dos navios no Porto (super alto) entrando no canal
5 - o barulho dos grãos caindo dos contêineres de carga no Porto.
6 - vários cachorros latindo

do mais alto para o mais baixo:

  • voz da professora do curso de políticas educacionais.
  • ventoinha do computador.
  • stories do whatsapp que alguém está vendo.
  • cachorro latindo.
  • televisão da sala.
  • avião passando.
  • carros passando na rua.

A risada da minha mãe, meu pai fofocando com o amigo, forró do vizinho e um grilo

  • mãe
  • pai
  • talheres
    -música do vizinho
    -minha cachorra se coçando
  • minha irmã
    -som de mensagem do celular da minha mãe

Sons de automóveis, músicas em bares e bicicletas.
Buzina de Delivery
Pessoas conversando nas esquinas

Geladeira. Gotas pingando na pia. Grilos. Passos na escada. Passos com chinelo. Suspiro. Alguém reclamando do frio. Armário se abrindo e fechando. Sim de televisão. Conversas sussurradas.

Música:
Terceiro Mundo – Fleezus

Barulhos:
Cachorro latindo
Criança chorando (bem longe)
Latinha de cerveja sendo aberta (aqui em casa)

Cachorro latindo
Pessoas falando
Carro andando
Passos

Barulho de lápis no papel
Conversas da família por chamada online
Motos
Ambulância

Home office 😅

escapei do desenho com representação no maps. hoje a distância foi longa para conseguir reapresentar, haha

Check out my activity on Strava: https://strava.app.link/DLWjEYQIHfb

Nao sei desenhar trajeto. Pedi pro pai desenhar pra mim😊. Fui ma Aquilino de Almeida, pr tirar foto da placa da Rua

Fui na feira, fui na pedicure, fui pra loja e voltei
Tudo de bike

Ter conhecido meu namorado enquanto eu me redescobria como pessoa e profissional. Lembro de uma oficina sobre o caos enquanto eu ainda estudava Artes Cênicas que foi extremamente importante para o meu crescimento.

Bairro Catete. Mesmo sendo longe de casa, foi onde fiz Teatro quando era criança. Lembro dos meus pais me levando, dos colegas de classe, do bairro, do professor. A turma era quase toda de terceira idade. Pensar que muitos provavelmente não estão mais aqui aperta meu coração. Sempre que passo pelo Catete, esse filme passa na minha cabeça.

A primeira visita à quadra da escola de samba Mangueira.

Sempre dentro da minha casa, com minha família

Esse coqueiro tb, que tá no meu quintal desde que nasci praticamente, junto com todas as árvores

E quando enchia a piscina quanto eu era criança

Pedalar pelo centro à noite, pegar o viaduto do Chá e passar na frente do Theatro Municipal todo iluminado

Esse lugar, em que passei grande parte da minha infância

Ultimo dia de praia com os amigos, antes da pandemia começar!

Beagá é uma cidade que tem sempre crescido. Nasci aqui e assim como a cidade, eu também tenho crescido muito por aqui.

Hoje, uma sexta feira, minha memória afetiva é sentar em um bar. Jogar litros de cerveja para dentro enquanto se fala da vida lá fora.

O carnaval também fica na memória nesses tempos. A música, o calor e a chuva ao subir as ladeiras em diversas fantasias.

Correr pela cidade em grupo. Outra memória mais recente e que sinto falta. Escutar os sons, sentir o calor de um mar de gente percorrendo e redescobrindo novas rotas na cidade.

São memórias e desejos futuros.

O aeroporto, onde eu ia com meu pai para ver aviões chegando e partindo.

O último dia antes da pandemia em que eu passei o dia todo na faculdade, as interaçòes e aulas foram tão boas que foi um dos dias mais felizes para mim. A cidade me remete diretamente à universidade, mas se for pelo xontexto maior, a memória afetiva vem primeiro pela comida, rosto das pessoas, a sensação térmica e do mar e as pontes

A região central da cidade. Anhangabau, República, Vila Buarqua, Bexiga, Liberdade, Campos Elíseos, Santa Cecília.Os rolês, as boemias, as festas, as militância, os namoros, a morada por um tempo Tantas camadas, tanta gente. Num só espaço

Ir na feira da barganha aos domingos e no parque de letras gigantes no parque Santos Dummont

A subida pela augusta desde o jardim Europa depois do trabalho; lembro quando eu descobri, sem querer, perambulando, a vila do Flávio de Carvalho ali na Alameda Lorena. Eu não sabia bem o que era, mas voltava para perambular por ela sempre. Era perto de onde trabalhava, então gastava muito tempo depois do expediente descobrindo sorveterias, livrarias e casas de chá na região dos jardins.

fim de tarde na mureta da urca com os amigos, ouvindo as ondas e sentindo o vento bater no rosto

brincar na praça da fonte do sapo, que fica na frente da praia

Cheiro de biscoito
Quando eu era criança, todos os dias no caminho pra escola o escolar passava por uma fábrica de biscoito (aymoré) e o cheiro acordava todo mundo haha

Quando aprendi a amá-la e não odiá-la

A descoberta da noite, de uma nova cena, da liberdade de ser um jovem adulto

quando fui ao museu lasar Segall com minha mãe para fazer um trabalho para a escola na quarta série. Foi uma tarde, fria e chuvosa, cheia de descobertas

ter conhecido todo o centro de são paulo pela primeira vez

bloquinho de carnaval nos calçadões do centro da cidade

Quando pequena adorava ir ao serviço do meu avô no centro de São Paulo e passear por lá

Andar de bicicleta na fonte do sapo num domingo a tarde

Andar de bicicleta em segurança no minhocão e as festas de rua que tínhamos na cidade alguns anos atrás.

Uma tarde com a melhor companhia no parque da independência

Sentar no ônibus num horário que não seja de pico, final de tarde, dia bonito e limpo, atravessar a ponte que vem do Brás em direção ao centro e me espantar com a igreja da se, Banespa, o centro todo cor de laranja. Andar de ônibus no geral em dias descompromissados e poder se deixar levar pela paisagem

O prazer de estar nos jardins ao lado da ciclovia. E a história que meu pai contava sobre a cidade...nem sei se eram verdade...kkkk

a cidade foi palco das primeiras experiências de liberdade e autonomia. as memórias mais intensas são os tempos de escola e o tempo livre que tinha para andar pela cidade e conhecê-la.

Os passeios que eu dava pelo centro de sp quando adolescente, sempre descobrindo coisas e lugares novos e tentando memorizar as ruas, os caminho, as conexões urbanas, as linhas de ônibus. Tempos pré celular e Google maps em que você tinha que realmente saber ou lembrar como é que fazia pra voltar pra casa

Quando a família se reunia para ir no prédio da minha tia, passar o dia na praia, o prédio ficava na areia da praia praticamente, era praia dos milionários

Quando era criança, eu e minha irmã íamos até a rua Japão, aqui em São Vicente brincar, era extremamente especial. Parecia que tudo se encaixava desde o clima até nossas mãos entrelaçadas correndo pelo parque.

a musiquinha do carro de gás foi algo que me marcou muito, chamou minha atenção porque na minha cidade de origem não tinha isso, mas também pela melancolia da época, tinha acabado de me mudar e sentia muita saudade de casa.. sempre que ouço o carro do gás lembro desse momento de transição e de alguma forma isso faz parte da minha memória afetiva!

O dia de ir à praia. O ritual que era a noite anterior, deixar tudo pronto arrumado para acordar bem cedo e ir.

Gosto muito dos momentos de caminhada pela cidade, principalmente quando envolve exposição.

Teve um dia em específico que foi muito bom, visitei uma expo no CCBB com meu namorado, quando saímos de lá já estava escuro e muuuuito frio, caminhamos até a liberdade para jantar e comemos pratos quentes, lamen e karê. Foi muito bom

os pic nics de domingo no Horto Florestal e o trajeto de trem até lá

foi muito gostoso participar :) obrigada pela oportunidade!

Acabar com a primeira palavra que escrevi ontem
Obrigado pelo convite e experiência